Roraima, ao Norte do país, é o estado que mais recebe imigrantes e refugiados venezuelanosFoto: PM/DivulgaçãoA relação entre Venezuela e América do Sul é historicamente amistosa, alternando cooperação diplomática e breves momentos de rupturas políticas. Apesar de ser Estado Parte do Mercosul, a Venezuela atualmente está suspensa do bloco econômico por não cumprir as exigências do Protocolo de Ushuaia, que condicional sua participação à observância de princípios democráticos.
A crise humanitária venezuelana segue como um dos principais desafios para a Venezuela e América do Sul. A Acnur (Agência da ONU para Refugiados) estima que 8,6 milhões de venezuelanos estão em situação de imigrante ou refugiado, com a maioria em destinos como Colômbia, Peru e Brasil. Somente no Brasil há cerca de 732 mil venezuelanos, especialmente no estado de Roraima, devido à localização da fronteira.
Relação da Venezuela com o Brasil
As relações do Brasil com a Venezuela são marcadas pela cooperação diplomática e humanitária, embora tenham sido tensionadas em 2024 por episódios como:
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- Não reconhecimento formal do resultado das eleições venezuelanas;
- Veto à entrada da Venezuela no BRICS.
A ex-presidente Dilma Rousseff e Hugo Chávez, ex-presidente da Venezuela, em junho de 2011.Foto: Roberto Stuckert Filho/PRRelação da Venezuela com a Colômbia
No caso da Colômbia, apesar de altos fluxos migratórios — sendo o país com maior número de venezuelanos no mundo, com cerca de 2,8 milhões de residentes — o país chegou a romper suas relações diplomáticas entre 2019 e 2022 devido a divergências políticas.
Os países também realizam entre si um expressivo número de relações comerciais e manifestaram o desejo de ampliar os negócios na região.
Relação entre Venezuela e América do Sul é marcada pela defesa da soberania
Apesar dos eventuais atritos entre os países, as nações seguem defendendo a soberania e integridade venezuelana. Com as ações militares realizadas pelos Estados Unidos que culminaram na captura de Nicolás Maduro — e que também renderam ameaças para a Colômbia —, ambos os países expressaram de forma conjunta com México, Chile, Uruguai e Espanha que tais ações “contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados”.
A nota também pontua que “tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil”.
“Reafirmamos o caráter da América Latina e do Caribe como zona de paz, construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica das controvérsias e a não intervenção, e fazemos um apelo à unidade regional, para além das diferenças políticas, diante de qualquer ação que coloque em risco a estabilidade regional. Da mesma forma, exortamos as Nações Unidas e os mecanismos multilaterais pertinentes a fazer uso de seus bons ofícios para contribuir para a desescalada das tensões e para a preservação da paz regional.”


