
Mesmo em meio à queda do Bitcoin no mercado internacional, o interesse pelo ativo digital cresceu entre os catarinenses. Dados do Google Trends nesta semana apontam que Santa Catarina foi o segundo estado brasileiro que mais pesquisou pelo termo “comprar Bitcoin”, com volume 43% acima da média nacional no último mês.
O aumento nas buscas ocorreu justamente durante um período de forte desvalorização da criptomoeda. Em fevereiro, o Bitcoin acumulou queda de cerca de 20%, cenário que, segundo especialistas, costuma estimular investidores a procurar mais informações sobre o mercado.
“Comprar Bitcoin”: catarinenses aproveitam queda e ampliam compras da criptomoeda
Os números divulgados pelo Google Trends medem a relevância do termo em relação ao total de buscas realizadas em cada estado no período analisado, entre 2 de março de 2025 e 2 de março de 2026.
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De acordo com levantamento da plataforma Mercado Bitcoin, o movimento de interesse também se refletiu nas negociações no estado. Em fevereiro, o número de investidores catarinenses que compraram a moeda digital foi quase três vezes maior do que o de pessoas que venderam o ativo, proporção 65% superior à registrada em janeiro.
Para Rony Szuster, líder estratégico da Mercado Bitcoin, a relação entre queda de preço e aumento nas buscas é comum no mercado de criptomoedas. Segundo ele, oscilações bruscas despertam o interesse de investidores que tentam entender o comportamento do ativo e avaliar oportunidades de entrada.
“Movimentos bruscos de preço tendem a aumentar a busca por informação. Investidores de longo prazo muitas vezes enxergam nas quedas uma oportunidade de compra, aproveitando preços mais baixos”, afirma.
O levantamento também mostra que o volume de compras de Bitcoin em Santa Catarina cresceu mais de 80% em relação a janeiro, indicando que parte dos investidores optou por aproveitar a baixa para ampliar ou iniciar posições no ativo digital.