Michelle Bolsonaro teve um motivo para comemorar na sexta-feira: a Justiça determinou a retirada do ar de vídeos em que ela era chamada de “ex-garota de programa”
A ação também envolve a Meta, dona do Instagram, que deverá remover os vídeos sob pena de multa diária – Foto: Divulgação / PR / Clauber Cleber CaetanoMichelle Bolsonaro teve um motivo para comemorar na última sexta-feira (11). O TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) determinou a retirada do ar de dois vídeos em que a influenciadora piauiense Teônia Pereira a chama de “ex-garota de programa”.
A decisão marca uma reviravolta no caso, depois de um revés judicial que havia frustrado os planos da ex-primeira-dama.
A declaração foi feita por Teônia durante o podcast IELTV, transmitido no Instagram no dia 11 de junho. No episódio, que viralizou e ultrapassou 1,9 milhão de visualizações, Teônia afirmou:
“A Michelle Bolsonaro é ex-garota de programa, todo mundo sabe, mas ela vive uma postura de uma pessoa que é dama, dona da família e não sei o quê. Ela incorporou um personagem que ela não vive.”
Teônia Pereira e Michelle Bolsonaro – Foto: Agência Brasil/Montagem/NDAgência Brasil/NDEla ainda envolveu familiares de Michelle na fala: “A própria mãe já foi indiciada pela polícia, a família toda da Michelle Bolsonaro tem passagem pela polícia.”
Meta terá que retirar vídeos que falam de Michelle Bolsonaro
Além dos apresentadores, a ação cita a empresa Meta. O conglomerado de mídia do Facebook, WhatsApp e Instagram, recebeu prazo de 48 horas para retirar os vídeos do ar. Em caso de descumprimento, os réus pagarão multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 300 mil.
A decisão favorável do desembargador Álvaro Ciarlini veio após Michelle Bolsonaro sofrer um revés na Justiça. O juiz Leonardo Maciel Foster, da 1ª Vara Cível de Brasília, entendeu que não havia risco iminente de dano irreversível e negou o pedido de retirada do conteúdo.
Meta terá que retirar vídeos do ar – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/ND“Essas afirmações, ao menos aparentemente, têm o objetivo de agredir e de atingir a esfera jurídica incólume da demandante. Assim, em virtude dessas peculiaridades, é possível, ao contrário do que entendeu o douto Juízo singular, proceder-se à devida intervenção judicial com a finalidade de que seja cessada a ofensa em questão”, decidiu o Álvaro Ciarlini.
Na semana passada, Teônia mostrou, em stories publicados no Instagram, que tem recebido mensagens ofensivas de internautas desde que o caso ganhou repercussão. Entre os comentários publicados por ela estão xingamentos e ataques de cunho estético e moral:
— “Musa da esquerda? Até nisso a esquerda tem péssimo gosto” — “Cara de GP (garota de programa) barata” — “Gorda horrorosa” — “Musa? Só pode mesmo, é onde você cabe” — “Cara de vagaba”.
Teônia, que é conhecida nas redes por apoiar o PT (Partido dos Trabalhadores) e se declara “musa da esquerda”, tem recebido ofensas nas redes, especialmente depois de Michelle Bolsonaro mover a ação judicial contra ela.


