Picanha barata: menor preço encontrado pelo Procon foi de R$ 44,79Foto: Freepik/Divulgação/NDConsumidores de Tubarão estão encontrando a picanha barata no supermercado. O Procon encontrou o corte por R$ 44,79 o quilo, o menor valor dos últimos meses e uma redução de 18% em comparação com setembro.
O dado consta na pesquisa comparativa de preços realizada mensalmente pelo Procon, com o objetivo de auxiliar consumidores que buscam economia na conta do supermercado. No mês passado, o menor preço havia sido de R$ 54,90. Ao todo, 12 supermercados estão incluídos na avaliação.
Daniel Machado, gerente do Procon em Tubarão, afirma que a queda no valor não está relacionada a promoções específicas, como o tradicional “Dia da Carne” ou ao prazo de validade.
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“O preço está muito em conta. De fato é uma promoção, mas não atrelada a data de vencimento ou a outra data específica, como os mercados costumam fazer. Se ir hoje, amanhã ou depois, encontrará esse valor. A carne tem suas particularidades, como de onde vem, qual animal originou esse corte, então são diversos fatores”, explica.
Preço da picanha pode variar 120% entre os estabelecimentosFoto: Freepik/NDPicanha barata, mas com grande variação de preço entre estabelecimentos
Apesar do preço atrativo, a pesquisa indica grande variação entre os estabelecimentos, chegando a 120% de diferença no valor do quilo da picanha. O filé mignon varia de R$ 65,90 a R$ 104,90, enquanto o granito pode ser encontrado entre R$ 29,90 e R$ 69,90.
Nos cortes suínos, a costela variou entre R$ 20,38 e R$ 36,90, e o pernil foi encontrado de R$ 15,98 a R$ 25,95. Já entre as carnes de frango, a sobrecoxa oscilou de R$ 9,98 a R$ 15,98, e o peito de frango apresentou preços entre R$ 14,68 e R$ 20,99, mantendo-se entre os produtos com menor oscilação no mês.
Maiores diferenças em valores (R$):
- Picanha – diferença de R$ 54,21 (R$ 44,79 a R$ 99,00)
- Filé mignon – diferença de R$ 39,00 (R$ 65,90 a R$ 104,90)
- Granito – diferença de R$ 40,00 (R$ 29,90 a R$ 69,90)
- Contrafilé – diferença de R$ 21,92 (R$ 39,98 a R$ 61,90)
- Costela suína – diferença de R$ 16,52 (R$ 20,38 a R$ 36,90)
“Essas oscilações refletem o comportamento natural do mercado, influenciado por oferta, demanda e custos de produção”, afirma o Procon.
Preço na ponta do lápis, economia no bolso
Este é o terceiro mês consecutivo de pesquisa sobre a variação do preço da carne realizada pelo Procon de Tubarão, que também monitora itens da cesta básica, gás de cozinha e combustíveis. O resultado, segundo o gerente do órgão, é economia real para os consumidores.
“Tem gente que, de fato, conversa com a gente e afirma que mudou de mercado. Às vezes você costuma comprar em um determinado estabelecimento no automático. E a partir do acesso às pesquisas, observa que o outro é mais vantajoso e migra para lá”, argumenta.
12 supermercados estão incluídos na pesquisa do ProconFoto: Freepik/NDTrocar de mercado pode não compensar, alerta o Procon
Mas Machado deixa um alerta: nem sempre trocar para o mercado mais barato é vantajoso.
“Se tem um mercado ao lado da minha casa com um preço mais ou menos parecido com o que está mais barato no outro lado da cidade, é preciso considerar o percurso. A vantagem pode ser perdida por conta do gasto com combustível”, explica.
O gerente do Procon revela que os próprios estabelecimentos acompanham as pesquisas para verificar sua posição no ranking de preços mais baixos — o que, segundo ele, acaba estimulando a concorrência.
“Eles acabam ‘brigando’ para melhorar o preço, isso é bom para o cliente”, conclui.


