Quem é Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj preso pela PF


Deputado Estadual e presidente da Alerj, Rodrigo BacellarFoto: @rodrigobacellaroficial/Instagram/ND MaisDeputado Estadual e presidente da Alerj, Rodrigo BacellarFoto: @rodrigobacellaroficial/Instagram/ND Mais

O presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar (União), foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (3) pela PF (Polícia Federal), por suspeita de vazamento de informações da Operação Zargun.

De acordo com as investigações da PF, o parlamentar foi alvo da Operação Unha e Carne. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa armada, além de envolvimento com crimes graves como contrabando, tráfico de drogas interestadual, evasão de divisas, exploração clandestina de telecomunicações e violação de sigilo profissional.

Ministro Alexandre de Moraes do STF (Superior Tribunal Federal) autorizou os mandados de busca contra Rodrigo BacellarFoto: Rosinei Coutinho/STF/ND Mais

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sua residência e na sede da Alerj, autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Rodrigo Bacellar prestava depoimento na superintendência da PF no Rio de Janeiro no momento da prisão.

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Quem é Rodrigo Barcellar

Rodrigo Bacellar, 45 anos, natural de Campos dos Goytacazes (RJ) é advogado tributarista com especialização em Direito Constitucional e Direito Administrativo pela Faculdade Damásio.

Entre 2007 e 2009, atuou como assessor da Secretaria-Geral de Planejamento no TCE/RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro). De 2009 a 2011, foi presidente da FENORTE (Fundação Estadual do Norte Fluminense).

  • Rodrigo Bacellar durante campanha eleitoral – @rodrigobacellaroficial/Instagram/ND Mais

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  • Rodrigo Bacellar durante campanha eleitoral – @rodrigobacellaroficial/Instagram/ND Mais

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Atua na política desde a juventude, aos 14 anos começou no grêmio estudantil, e aos 17 presidiu o diretório acadêmico durante a faculdade de Direito.

Em 2018, candidatou-se pela primeira vez a deputado estadual pelo então Solidariedade (SD), sendo eleito com 26.135 votos. Depois, filiou-se ao União Brasil em 2024, e com forte presença na Casa Legislativa, foi eleito presidente da Alerj.

Durante seu mandato, Rodrigo Bacellar buscou uma postura de “gestão pautada pelo diálogo” com os poderes Executivo e Judiciário, priorizando a estabilidade institucional e a governabilidade. Ele se apresentava como alguém de perfil técnico-jurídico e com leitura política cuidadosa, propondo soluções para a recuperação administrativa e financeira do Estado.

Post publicado por Rodrigo Bacellar em seu perfil do InstagramFoto: @rodrigobacellaroficial/Instagram/ND Mais

Nas redes sociais, o Rodrigo Bacellar se destaca por posicionamentos firmes em relação à segurança pública, criticando regalias para criminosos e defendendo legislação mais rígida — em uma de suas postagens recentes, afirmou: “Bandido tem que cumprir pena, não ganhar regalias. Vamos ampliar esse debate…”.

Bacellar é suspeito de ter vazado informações da Operação Zargun

Deflagrada no dia 3 de setembro, a Operação Zargun, conduzida pela Polícia Federal, investigou um esquema de corrupção envolvendo lideranças do CV (Comando Vermelho) no Complexo do Alemão e a participação de agentes públicos.

Na ocasião, a PF prendeu o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. Além dele, também foram detidos Alessandro Pitombeira Carrasena, ex-secretário municipal e estadual do Rio de Janeiro, três policiais militares e um delegado federal, preso no Aeroporto Internacional do Galeão.

Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias foi preso na Operação ZargumFoto: Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro/Divulgação/ND Mais

De acordo com a investigação, integrantes do Comando Vermelho mantinham contato direto com essas autoridades.

A facção teria se infiltrado em estruturas do poder público para garantir impunidade, obter acesso a informações sigilosas e facilitar a importação de armas do Paraguai e de equipamentos antidrone da China, que posteriormente seriam revendidos, inclusive, para facções rivais.



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