Não é o Brasil? Ranking da corrupção revela os países


Ranking da corrupção: Dinamarca em 1º e Brasil estagnado em 107ºRanking da corrupção: Dinamarca em 1º e Brasil estagnado em 107ºFoto: Imagem gerada por IA/ND Mais

O Brasil encerrou o ano de 2025 com um desempenho preocupante no IPC (Índice de Percepção da Corrupção), ocupando a 107ª posição entre 182 nações avaliadas. Com apenas 35 pontos, o país registrou sua segunda pior marca desde o início da série histórica em 2012.

Na ponta oposta, a Dinamarca lidera o ranking global com 89 pontos, demonstrando que a diferença entre os dois países vai muito além de questões culturais, residindo, sobretudo, na solidez de suas instituições.

Os Melhores (Menos Corruptos) no ranking da corrupção

Estes países possuem pontuações altas (próximas de 100), refletindo instituições fortes e alta transparência:

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  • Dinamarca (90 pontos)
  • Finlândia (88 pontos)
  • Singapura (84 pontos)
  • Nova Zelândia (83 pontos)
  • Luxemburgo, Noruega e Suíça (empatados com 81 pontos)

Os Piores (Mais Corruptos) no ranking da corrupção

Estes países ocupam as últimas posições, geralmente devido a conflitos armados e fragilidade institucional:

  • Sudão do Sul (8 pontos)
  • Somália (9 pontos)
  • Venezuela (10 pontos)
  • Síria (12 pontos)Guiné Equatorial, Eritreia, Líbia e Iêmen (empatados com 13 pontos)

O abismo entre o topo e a base no ranking da corrupção

Enquanto o território dinamarquês se consolida como referência mundial de integridade pública, seguido de perto pela Finlândia (88 pontos), o cenário brasileiro revela uma estagnação crítica.

O Brasil situa-se abaixo da média global e das Américas, distante dos líderes e perigosamente mais próximo das últimas colocações, ocupadas por Venezuela (10 pontos), Somália e Sudão do Sul (ambos com 9).

A Dinamarca, localizado no norte europeu, é o primeiro lugar no ranking da corrupçãoFoto: Canva/ND MaisA Dinamarca, localizado no norte europeu, é o primeiro lugar no ranking da corrupçãoFoto: Canva/ND Mais

O cientista político Gabriel Amaral, ouvido pelo R7, aponta que o sucesso da Dinamarca não deriva de uma “virtude moral” inata de seu povo.

Segundo ele, o resultado é fruto de uma construção histórica que alinha capacidade estatal e confiança social.

O sistema funciona com baixa burocracia e alta previsibilidade, tornando a corrupção uma prática economicamente irracional e pouco vantajosa para os agentes públicos.

Fragilidade institucional brasileira

A posição desfavorável do Brasil no levantamento da Transparência Internacional sinaliza graves riscos à imagem do país no exterior.

De acordo com o internacionalista João Alfredo Nyegray, ouvido pelo R7, a pontuação baixa reflete a vulnerabilidade do setor público e a percepção de insegurança regulatória, o que encarece transações e afasta investimentos estrangeiros.

Brasil tem 2ª pior nota da história e se afasta da média global no ranking da corrupçãoFoto:Imagem gerada por Ia/ND MaisBrasil tem 2ª pior nota da história e se afasta da média global no ranking da corrupçãoFoto:Imagem gerada por Ia/ND Mais

Nyegray destaca que o problema central não é apenas a ocorrência de escândalos, mas a forma como as instituições reagem a eles.

No Brasil, grandes casos de corrupção frequentemente resultam em disputas de narrativas, decisões judiciais contraditórias e processos intermináveis.

Essa dinâmica gera incerteza para investidores e observadores internacionais, que enxergam falta de consistência no sistema de justiça e controle.

O que ranking da corrupção realmente avalia

É fundamental compreender que o IPC funciona como um “termômetro de confiança” e não como um medidor da corrupção real ocorrida.

O índice avalia a percepção de executivos, analistas e especialistas sobre a capacidade de um Estado governar com regras claras e integridade.

Ranking da corrupção revela líder mundial de integridade e a real posição do BrasilRanking da corrupção revela líder mundial de integridade e a real posição do BrasilFoto: Imagem gerada por IA/ND Mais

Gabriel Amaral alerta para o risco de governos tentarem apenas “melhorar a nota” no ranking sem realizar reformas estruturais profundas.

Na Dinamarca, a boa avaliação é consequência natural de uma engrenagem funcional, onde processos decisórios são auditáveis e o controle interno é integrado aos tribunais de contas.

Já no Brasil, a estabilidade normativa ainda é um desafio a ser superado para que o país possa escalar posições de forma consistente.

Com informações de R7



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