Cadastro de pessoas em situação de rua é aprovado em SC


Segundo a Alesc, o objetivo do cadastro é subsidiar a criação de políticas públicas voltadas a essa população, com ações de acolhimento, proteção social e reinserção

Pessoa em situação de rua com rosto borrado deitada em calçada, exemplificando matéria sobre cadastro de pessoas em situação de ruaCadastro de pessoas em situação de rua aprovado na Alesc busca auxiliar promoção de políticas públicas – Foto: Reprodução/MPSC/ND

Entre as diversas propostas aprovadas pela Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) na sessão desta quarta-feira (16) está a criação do Cadastro Estadual de Pessoas em Situação de Rua.

O projeto de lei 227/2025, de autoria do deputado Alex Brasil (PL), incorporou uma proposta semelhante apresentada pelo governador Jorginho Mello (PL), por meio de um processo de apensamento. A versão final foi aprovada por emenda substitutiva global, que substitui integralmente o texto original.

Cadastro de pessoas em situação de rua será gerido pela Segurança Pública e integrado ao CadÚnico

Segundo a Alesc, o objetivo do cadastro é subsidiar a criação de políticas públicas voltadas a essa população, fortalecendo ações de acolhimento, proteção social e reinserção.

pessoa em situação de rua embaixo de passarelaCadastro de pessoas em situação de rua foi aprovado com alteração integral do texto – Foto: Giovanni Silva/Prefeitura de Blumenau/ND

Segundo o texto, o sistema reunirá dados como fotos, imagens e informações biométricas dos cadastrados. A operacionalização será responsabilidade da Secretaria de Estado da Segurança Pública, com previsão de integração ao CadÚnico, o sistema federal de programas sociais.

A coleta de informações deverá ser feita com escuta qualificada, respeitando a dignidade, privacidade e autonomia das pessoas em situação de rua. Os dados serão de uso restrito e o compartilhamento com outros órgãos será permitido apenas de forma anonimizada, para fins estatísticos e de planejamento.

pessoa em situação de rua sendo abordadaLei determina que cadastro de pessoas em situação de rua deve ser feito de maneira humanizada – Foto: Allan Carvalho/PMF/Divulgação/ND

O projeto também prevê que o cadastro seja implementado em nível municipal, por meio de termo de adesão. Para isso, o governo estadual deverá prestar apoio técnico e financeiro, com repasses assegurados na LOA (Lei Orçamentária Anual) e no PPA (Plano Plurianual).

O PL 227/2025 recebeu o voto contrário do deputado Marquito (Psol). A reportagem do ND Mais entrou em contato com o deputado para entender o posicionamento contrário, mas até o momento da publicação não obteve o retorno. O espaço segue aberto.



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