Policiais acreditam que Carmen Alves teria juntado provas de crimes cometidos pelo namorado para pressioná-lo a assumir publicamente a relação; namorado foi preso na última quinta-feira (10)
Polícia acredita que a estudante trans tenha sido vítima de feminicídio cometido por namorado que não queria assumir publicamente a relação – Foto: Redes sociais/Reprodução/NDA polícia de São Paulo investiga se a estudante trans Carmen de Oliveira Alves foi morta após pressionar o namorado, Marcos Yuri Amorim, a assumir o relacionamento. Ela desapareceu em 12 de junho, após fazer uma prova na Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Ilha Solteira – a 675 km da capital paulista. Desde então, não foi mais vista, e a principal suspeita é de feminicídio.
De acordo com a investigação, a jovem teria reunido provas de supostos crimes cometidos por Marcos (como roubos e furtos) e estaria usando esse material como forma de pressão. A polícia acredita que a recusa dele em tornar pública a relação teria motivado o assassinato. O corpo da estudante trans ainda não foi encontrado.
Dois homens foram presos temporariamente na última quinta-feira (10): Marcos Yuri e o policial militar ambiental da reserva Roberto Carlos Oliveira. As autoridades afirmam que eles mantinham relação amorosa com a vítima e teriam agido em conjunto para matar a estudante trans e ocultar o corpo.
Dados de geolocalização mostram que a jovem não chegou a sair de Ilha Solteira. O último registro do celular indica que ela esteve na casa do namorado, em um assentamento conhecido como Estrela da Ilha.
As buscas se concentram na região, com o uso de drones, cães farejadores, apoio da Guarda Municipal e da Marinha do Brasil. A polícia também realiza perícias em veículos e nas residências dos suspeitos para tentar encontrar vestígios de sangue ou outros indícios que esclareçam o crime.
-
Policiais acreditam que Carmen Alves teria juntado provas de crimes cometidos pelo namorado para pressioná-lo a assumir publicamente a relação – Redes sociais/Reprodução/ND -
A geolocalização do celular de Carmen mostra que o último lugar onde ela esteve foi na casa do namorado – Redes sociais/Reprodução/ND -
Marcos Yuri e o policial militar ambiental da reserva Roberto Carlos Oliveira foram presos na última quinta-feira (10), suspeitos de terem cometido o crime – Redes sociais/Reprodução/ND
Entenda o caso do desaparecimento da estudante trans em Ilha Solteira
Carmen de Oliveira Alves desapareceu no dia 12 de junho, logo após realizar uma prova do curso de zootecnia na Unesp, em Ilha Solteira. O rastreamento do celular apontou que ela esteve pela última vez na casa do namorado, Marcos Yuri Amorim.
A investigação indica que a estudante trans havia montado um dossiê com denúncias contra o namorado e estaria pressionando-o para assumir o relacionamento.
Em 10 de julho, Marcos e o policial da reserva Roberto Carlos Oliveira foram presos suspeitos de envolvimento no desaparecimento. No dia seguinte, a polícia realizou buscas na região com drones, cães e apoio da Marinha. Até agora, o corpo da estudante não foi encontrado.
Denuncie a violência contra a mulher Toda violência doméstica deve ser denunciada sob a Lei Maria da Penha. Se presenciou ou foi vítima, informe as autoridades. Em Santa Catarina, a denúncia pode ser feita de maneira online na Delegacia de Polícia Virtual da Mulher por este link ou pelo WhatsApp (48) 98844-0011. Na Polícia Militar, usa-se o aplicativo PMSC Cidadão. Já por telefone, a denúncia pode ser anônima pelos telefones 181 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar) e 180 (Disque Denúncia).


