quais cargos estarão em jogo nas eleições


Palácio de Karnak, sede do Poder Executivo estadual: o destino final das grandes articulações que movimentam o tabuleiro político do PiauíPalácio de Karnak, sede do Poder Executivo estadual: o destino final das grandes articulações que movimentam o tabuleiro político do PiauíFoto: Secom – PI/Divulgação/ND Mais

Com mais de 2,6 milhões de eleitores aptos a votar, o Piauí se prepara para um pleito no qual a sobrevivência e o tamanho das bancadas nos próximos anos valem mais do que as formalidades da urna. Longe de ser uma simples escolha institucional, a engenharia que envolve a disputa no Piauí em 2026 traz incertezas nos bastidores. Para partidos e federações, os cargos em jogo representam um divisor de águas entre a expansão do poder ou o encolhimento político drástico, cenário intensificado pela indefinição de chapas.

Mesmo com uma base sólida, conquistando adesões e ampliando sua influência no cenário político do Piauí, o governador Rafael Fonteles (PT) ainda se depara com disputas internas para cargos importantes nas eleições. Enquanto isso, a oposição enfrenta uma fragmentação da direita, além de novos nomes se destacando em pesquisas eleitorais. Esse rearranjo de forças altera profundamente a dinâmica da disputa no Piauí em 2026 e causa o desgaste político de um dos líderes mais influentes do estado, o senador Ciro Nogueira (Progressistas).

A cláusula de barreira na Câmara Federal e o “funil” das 30 cadeiras na Alepi

Os primeiros nomes que o eleitor registrará na urna eletrônica — deputado federal e deputado estadual — concentram o maior nível de tensão nas sedes partidárias locais. O Piauí conta com apenas 10 vagas na Câmara dos Deputados e 30 na Assembleia Legislativa (Alepi), o que acirra as estratégias partidárias para a disputa no Piauí em 2026.

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Para as siglas, o desempenho na disputa federal é uma questão de sobrevivência nacional: o volume de votos em Brasília dita o tamanho do orçamento vindo do Fundo Partidário e o tempo de TV. Com o avanço de grandes partidos e federações, as siglas de menor porte e as chapas médias no Piauí enfrentam dificuldades extremas para atingir o quociente eleitoral.

Plenário da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi): o afunilamento das 30 cadeiras estaduais e o fim de bancadas tradicionais elevam a tensão partidária para a disputa no Piauí em 2026.Foto: Alepi/Divulgação/ND MaisPlenário da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi): o afunilamento das 30 cadeiras estaduais e o fim de bancadas tradicionais elevam a tensão partidária para a disputa no Piauí em 2026.Foto: Alepi/Divulgação/ND Mais

Na Alepi, lideranças do interior travam uma guerra silenciosa pelo apoio dos prefeitos mais votados do estado. A grande dúvida de bastidor é saber quais partidos conseguirão preencher as sobras eleitorais para reeleger seus deputados. A movimentação mais drástica articulada recentemente ocorreu com a janela partidária, período no qual houve uma profunda reorganização dentro da Assembleia Legislativa do Piauí. Com a dança das cadeiras, duas bancadas deixaram de existir na Casa: a do Republicanos e a do Solidariedade.

Confira os deputados estaduais que mudaram de legenda:

  • Simone Pereira: deixou o MDB e se filiou ao PSD;
  • Marden Menezes: saiu do Progressistas e foi para o PSD;
  • Gracinha Mão Santa: deixou o Progressistas e se filiou ao MDB;
  • Dr. Thales Coelho: afastou-se do Progressistas, filiando-se ao PT;
  • Evaldo Gomes: deixou o Solidariedade e seguiu para o PT;
  • Georgiano Neto: deixou o MDB e voltou para o PSD;
  • Gessivaldo Isaías: deixou o Republicanos e se filiou ao MDB;
  • Bárbara do Firmino: desligou-se politicamente do Progressistas e permanece sem partido.

Atualmente, as bancadas de deputados estaduais na Alepi estão configuradas da seguinte forma: a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) lidera isolada com 14 nomes; o MDB aparece logo em seguida, consolidado com 9 parlamentares; enquanto o Progressistas (PP) soma 3 deputados e o PSD fecha o bloco das grandes forças com 3 nomes. A deputada Bárbara do Firmino atua sem filiação partidária.

Senado: a briga interna por duas vagas

No Senado Federal, o Piauí renova dois terços da sua bancada, colocando duas vagas ao Senado em disputa simultaneamente. Como a eleição é decidida em turno único por maioria simples, os dois mais votados levam os mandatos de oito anos, tornando o cargo um dos mais cobiçados da disputa no Piauí em 2026.

Os atuais senadores Ciro Nogueira (PP) e Marcelo Castro (MDB) buscam a reeleição, mas a disputa está longe de ser pacífica. Na base governista, o excesso de aliados de peso, como o deputado federal Júlio César (PSD), pressionando por espaço na chapa majoritária gera um cenário de desconfiança mútua. Acomodar essas forças sem gerar dissidências ou “fogo amigo” na hora do segundo voto do eleitor é o maior desafio do grupo.

Do lado da oposição, coordenar o voto duplo do eleitorado para manter e expandir o espaço federal exige precisão cirúrgica, tornando a corrida senatorial o ponto mais instável e imprevisível das articulações estaduais.

Suplência de Júlio César causa atritos nos bastidores

A entrada do deputado federal Júlio César como pré-candidato ao Senado causou agitação nos bastidores da política no Piauí. Agora, a disputa pela vaga de suplência provoca novas divergências na base governista, que tenta equilibrar as forças internas para a disputa no Piauí em 2026.

O nome apontado como favorito para ocupar a primeira suplência é o de Yasmin Dias, filha do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. No entanto, o desenho da chapa enfrenta concorrência interna: o vereador de Teresina, Dudu Borges (PT), liderança de destaque na capital, também se colocou à disposição para o posto.

Além deles, foram apontados como possíveis nomes a ativista Joseane Bezerra e a ex-vereadora Rosário Bezerra, ampliando o número de opções e as discussões sobre a divisão de espaços entre o PSD e as diferentes alas do PT.

Resultado nas pesquisas e desgaste jurídico: impasses que pressionam a pré-candidatura de Ciro Nogueira ao Senado

Apesar de ter um forte piso eleitoral no interior devido às emendas de sua época na Casa Civil, o presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, enfrenta um desgaste estratégico inédito na atual disputa no Piauí em 2026.

Pesquisas de institutos como AtlasIntel e Real Time Big Data apontaram quedas em suas intenções de voto no Piauí, empurrando-o para o terceiro lugar em simulações e acendendo o sinal de alerta na oposição quanto ao risco real de perda da vaga.

Presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira tenta mobilizar seu forte piso eleitoral no interior para garantir espaço na acirrada disputa no Piauí em 2026.Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/ND Mais (1)Presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira tenta mobilizar seu forte piso eleitoral no interior para garantir espaço na acirrada disputa no Piauí em 2026.Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/ND Mais (1)

Esse recuo nas pesquisas decorre da forte nacionalização do pleito e de problemas jurídicos, como o recente desgaste envolvendo as investigações do Banco Master. Diante do teto imposto pela alta aprovação do governo Rafael Fonteles (PT) e da fragmentação da direita local, aliados de bastidores aconselharam Nogueira a recuar para disputar uma vaga segura de deputado federal. O senador, contudo, se recusa a recuar e mantém a pré-candidatura ao Senado.

Palácio de Karnak e o peso real da governabilidade

No topo da pirâmide, a cadeira de governador do Estado surge como o prêmio máximo do jogo político, exigindo maioria absoluta (50% mais um dos votos válidos) para liquidar a disputa no primeiro turno. No centro da disputa no Piauí em 2026, o atual governador Rafael Fonteles (PT) busca a reeleição, enfrentando uma oposição que tenta se reestruturar com nomes como Joel Rodrigues (Progressistas).

No entanto, a verdadeira incerteza em torno do Palácio de Karnak não é apenas quem vencerá, mas qual será a qualidade da governabilidade que sairá das urnas. Um governador eleito sem uma bancada sólida na Alepi e sem interlocutores fortes no Congresso Nacional em Brasília corre o risco de passar quatro anos refém de pressões parlamentares. É por isso que, mais do que o palanque principal, o que move as engrenagens da disputa no Piauí em 2026 é a capacidade da chapa majoritária de segurar suas bases e evitar que a disputa agressiva pelo Legislativo canibalize o projeto de poder do governo.



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