Receita nega acesso a dados sigilosos de Gonet


Receita Federal esclarece que não houve acesso a dados sigilosos do procurador-geral Paulo GonetReceita Federal esclarece que não houve acesso a dados sigilosos do procurador-geral Paulo GonetFoto: Antonio Augusto/TSE/ND Mais

A Receita Federal esclareceu nesta terça-feira (17) que não identificou acesso indevido a dados fiscais sigilosos do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nem de seus familiares.

A declaração foi divulgada após o STF (Supremo Tribunal Federal) confirmar que investiga possível vazamento de informações confidenciais de ministros da Corte, do chefe do MPF (Ministério Público Federal) e de parentes dessas autoridades.

Auditoria em andamento inclui autoridades federais

O órgão tributário destacou que a auditoria em curso contempla verificações sobre eventuais acessos ilegais a dados de ministros do STF, do procurador-geral e de seus familiares. No entanto, segundo a Receita, não foram constatadas consultas indevidas especificamente aos registros fiscais de Gonet.

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A nota divulgada pela instituição reforça que nem todas as autoridades incluídas na investigação tiveram suas informações acessadas de forma ilícita, conforme aponta a análise técnica realizada até o momento.

STF detalha acessos ilícitos ao sistema tributário

Mais cedo, o Supremo havia informado que a apuração detectou “diversos e múltiplos” acessos irregulares ao sistema da Secretaria da Receita Federal. De acordo com o comunicado da Corte, houve posterior vazamento das informações sigilosas obtidas de maneira ilegal.

A investigação resultou em operação da Polícia Federal (PF) que cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, por determinação do STF.

Operação policial mira suspeitos em três estados

As diligências da PF foram realizadas ao longo do dia em três unidades federativas. As medidas judiciais visam apurar a autoria e a extensão dos acessos indevidos ao banco de dados tributário federal, segundo confirmou a Corte em nota oficial.

A investigação segue em sigilo, e novas informações devem ser divulgadas conforme o andamento das apurações conduzidas pela Polícia Federal sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.

Com informações de Estadão Conteúdo 



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