Um ano do segundo mandato de Trump tem maioria institucional e agenda mais centralizada; veja retrospectoFoto: Joey Sussman/Shutterstock/Reprodução/ND MaisO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, completa nesta terça-feira (20), um ano desde seu retorno à Casa Branca.
Reeleito em 2024, após derrotar a democrata Kamala Harris, o republicano iniciou o ciclo presidencial em um cenário político mais favorável do que em 2017, com maior margem de manobra institucional, base eleitoral ampliada e controle mais sólido sobre o poder executivo.
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Presidente Donald Trump, dos EUA< impôs o tarifaço ao Brasil – Foto: Reprodução do Instagram – trump
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President Donald Trump departs Marine One before delivering remarks at Fort Bragg, North Carolina on Tuesday, June 10, 2025, during a visit to commemorate the 250th anniversary of the U.S. Army.( – Daniel Torok/Official White House/ND Mais
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President Donald Trump delivers remarks at Fort Bragg, North Carolina on Tuesday, June 10, 2025, during a visit to commemorate the 250th anniversary of the U.S. Army. – Daniel Torok/Official White House/ND Mais
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Donald Trump sugere votação da Suprema Corte dos EUA pedindo o fim da cidadania por nascimento – Reprodução / Youtube
Conforme informações da Reuters, diferente do primeiro mandato, iniciado sob forte contestação e com derrotas no voto popular, o atual governo começou respaldado por uma vitória nacional expressiva e pelo alinhamento entre Executivo, Congresso e Suprema Corte.
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Primeiro republicano a vencer o voto popular
Em 2016, Trump venceu a candidata democrata Hillary Clinton, mas perdeu no voto popular por cerca de 3 milhões de votos. O cenário mudou em 2024. Além de assegurar os delegados necessários, o republicano conquistou a maioria dos votos nacionais, com aproximadamente 77,3 milhões (49,8%), superando Kamala Harris, que obteve 75 milhões (48,3%).
Segundo informações da CNN, o resultado fez de Trump o primeiro republicano a vencer o voto popular desde George W. Bush, em 2004.
Um ano do segundo mandato de Trump: do movimento MAGA as operações militares
Uma das principais diferenças entre os dois mandatos do republicano está na composição do governo. No período iniciado em 2025, Trump manteve um gabinete praticamente intacto, em contraste com a alta rotatividade registrada entre 2017 e 2021, quando quase 80% dos principais cargos da Casa Branca trocaram de titular, segundo levantamento da Brookings Institution.
Donald Trump completa um ano do segundo mandato na presidência dos Estados UnidosFoto: Reprodução/ The White House/ND MaisDesta vez, o presidente cercou-se majoritariamente de aliados ligados ao movimento MAGA (Faça América Ótima Novamente, em português) e de nomes de sua confiança pessoal.
A estratégia internacional de Trump manteve o discurso ‘America First’, mas ganhou contornos mais assertivos. O governo voltou a utilizar tarifas comerciais como instrumento de pressão política, impondo taxas de até 25% sobre produtos de países europeus e condicionando sua retirada a concessões diplomáticas.
Na América Latina, o governo autorizou, no início de 2026, uma operação militar na Venezuela que resultou na captura do mandatário Nicolás Maduro. Já no Oriente Médio, Trump indicou disposição para intervir diplomaticamente ou economicamente no Irã, em meio a protestos internos no país.
Endurecimento de políticas migratórias
Na área migratória, a atual gestão ampliou ações de fiscalização e deportação. Dados governamentais divulgados pelo Poder 360, indicam que, nos primeiros 100 dias do novo mandato, mais de 66 mil imigrantes em situação irregular foram detidos, número superior ao registrado no início do governo anterior.
Além da atuação do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), o governo promoveu mudanças na política de vistos. Em janeiro de 2026, o Departamento de Estado anunciou a suspensão indefinida do processamento de vistos de imigração para 75 países, incluindo o Brasil.
Ao longo de 2025, cerca de 85 mil vistos foram revogados, mais que o dobro do ano passado, segundo dados do Poder 360.
Desafios políticos à frente
Com eleições legislativas previstas para novembro, aliados avaliam que o desempenho econômico e os efeitos das políticas migratórias e comerciais serão decisivos para a manutenção da base republicana no Congresso e para a continuidade da agenda presidencial nos próximos anos.


